quinta-feira, 4 de abril de 2019

ÁGUA SAGRADA


Pumordi de um banho de rio, segue em estradinha de sítio de encontro à serra, só chega quando o caminho  acabar, logo ali depois da ponte, onde a água sagrada que cura e que sara, desliza ligeira em leito de pedra.

Flutuam as palmas das mãos, antes da avalanche de pedrinhas redondas sob os pés precipitarem  o mergulho, engana que é verde o poço  cristalino.


Forte é o fruto da montanha, barulho de água doce não sabe parar, faz eco no vale, verte cheiro de molhado que seca em pedra quente de sol.


Imaculada água da Mantiqueira, no  desfrute de regar tudo em seu caminho, banho de gelo aluminado em arrepio.
Por gosto de deixar levar, vão os ombros ao fluir  transparente da água bonita que acode ao clamor, e abre picada na mata, virada em generosa cachoeira,  corredeira, e remanso.





Quando o frio de viver fizer o beiço roxo, vai à beira, esparrama em grama fresca que o sol tudo há de aquecer.

*Águas de Marambaia