sexta-feira, 30 de março de 2012

Cowboy

Em São Paulo quase Minas, frio de estralar
Cadeira elétrica branca vazando óleo à beira do vale
Lua minguante, luz de preguiça refletida nos cromados
Motor quente, cheiro de gasolina
Costas largas e Jeans surrado acendem o desejo em moça que passa.
A bela que monta na garupa, não volta mais, se voltar, tá bem comida, de coração moidinho e juizo avariado.

Making-off
No século passado, em noite de 13 de agosto o cowboy foi da estradinha feita no caminho da carroça para o paletó de madeira, sem escala na Santa Casa do lugarejo.
Diz que o marvado dá as caras no acostamento nesta data, na gana de ceifar alguma desavisada.
Azar, sorte ou dia errado, nunca o vi...
Reza a Lenda que a estradinha é a Capitão Barduíno