terça-feira, 10 de julho de 2018

Crônicas do MS- Parte II - Achegando



Era só sair da pista dar uma lambida na poeira corada de Dourados que já chegava na sitioca.
O gramado foi virado em uma plantação de traquitanas.... era só tec-tec de motor quente.
Uma turma chegou e promoveu uma visita inusitada ao galinheiro,  diz que fumaceou tudo da cerca pra lá,  teve galo caipira cantando em latim, galinha recatada e do lar que desinibiu total, franguinho plantando bananeira .... e galingalizé sortando a franga, sei de nada não. 
Mais rodamoinho de poeira e o povo foi se achegando,tinha churrasco e cervejada, podia também poluir a piscina, esticar a carcaça e contaminar a grama verdinha.... ou... visitar o galinheiro.... 
O Fidel e a turma de São Gonçalo montaram acampamento, já outra galera passou para tirar a poeira de estrada da goela e seguiu viagem.
Salvou a madrugada o amigo Sertanejo que na gana de justificar os apelidamento, fez umas cantorias de moda de viola raiz e deu um chega-pra-lá no som paulera que rolava nas caixinhas possuídas. 



O galo se aprumou e logo cedinho despertou a marvadeza toda, era dia de seguir viagem. 
Ficou a  Sitioca no retrovisor e o trenzão seguiu fincado para Ponta-Porã,  os marmanjos compraram uns trecos no Paraguai e teve cabra firme no xaveco para com as lindas paraguaias, dignas trabalhadoras do Shopping China - Sem sucesso, chora marvadeza. 
Passamos a noite na fronteira e teve sorvete. 
No caminho para Bonito, segue o trem, o batidão  avisa que estamos na área, ainda que vulcanizados. A grata surpresa veio na Serrinha de Maracaju, em forma de beijo de vento fresco,  o trecho  bordeado de mata nativa generosa,  não economizou na verdeção,   verde encantado, verde lumiado, verde dourado, verde fluido,  verde verdado, verde coiso,  verde bioluminescente,  verde  escuridão,  verde gafanhoto, verde tatuagem desbotada, verde bem verdinho, verde estalado, verde- burro-quando-foge, verde carteado,  verde varejeira ...   cinquenta tons de verde que ornam com os cinquenta tons cristalinos das águas que serpenteiam por lá.  
Sempre lembrar:
 * Do trem imponente que chegou na praça da cidade e do TREM DE DOIS, mais marvado, renegado,  difamado,   filmado, fotografado, e dronado do MS. (vide postagem de 02/10/2017 - Trem de dois)
 * Da Siriaita bonitense vestida de censura ( uma tarja nos peitos e outra no quadril) que foi no meu cangaceiro com o xaveco manjado  Ai que moto linda, meu coração até acelerou   (o meu  também, vaca!) posso tirar uma foto na sua moto??? e já foi logo sentando e depois eu já tratei de desinfetar o banco com "putox".  Haja paz interior... xô piranha....vaza voodu...sai pra lá rapariga. Né Cláudio!
Bom lembrar também:
*Do jantar tropeiro oferecido pelo Seu Peralta
* Do frio filho da puta que fez no dia da festa no Balneário Municipal, e a solidariedade da galera que entrou e poluiu o rio Bonito mesmo assim. 
*Da sofrência que foi voltar no calorão.  
* Do pernoite no "Hotel Cela 16" o mais furreco do oeste paulista, sem ar condicionado e com chiclete ploc grudado na lateral da cama de ferrinho, mas o chuveiro compensava. 
*De como é bom chegar em casa.  

Making off : VX 2017- Puta Viajão.