quinta-feira, 15 de abril de 2021

Causologia do Sertão: A saga do desgarrado

O acontecido foi quando que nóis, bicho de chifre, tava levano uns boiadeiro pro norte, e passemos a noite  num pasto vistoso, enluarado,  a vida era boiazá ,  eu fui  o mais garboso da boiada,  e as tetuda tudo me corbiçava...  mai avortando no causo, o negócio se de deu logo que escutemos umas uivação.

Os boiadeiro besta,  inveiz de monta sentinela, óiprocevê, foro toca viola,  e o gaiudo aqui, já ruminado na vida, apercebeu logo que era causo de Lobisome.

Corajento que só,   larguei de canto a boiada,  pra desafiá o catingozo a vimnimim,  nóis já tava cara a cara, eu vi a bulita do zóio vermeio do bafento, fiz brabeza, bufei, carculei a mira dos chifre, e dei uma carreira nele,  só por Deus, o purguento deve di tá inté hoje correno di mim. 

Os tonto dos boiadeiro, fizero a injuesteza de espaiá por aí  que o Chico Mineiro espantou o bichão só no ponteado, num sei donde esses rapaiz tiraro essa ideia de girico. 

Por toda conta, meu destino não era ser armoço de gente,  nem janta de sombração, minha sina foi de vadiar nas beira do Araguaia e  ajudar o Jão Pedro* a arar essas terrinha pumordi por comida na barriga desses minino tudo. 

Logo a Ossuda vem no meu encalço, vai me achar,  carmo e sereno, diz que no céu dos boi, o pasto é verde e os anjo num carece de churrasco. 

Makinkg-off 

Faz parte da Causologia do Sertão  (uns par de causos intercoisado)

Quem Matou o Chico Mineiro 

http://blogdaencardida.blogspot.com/2020/11/quem-matou-o-chico-mineiro.html

O Lobisomem do Cerrado  

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A Saga do desgarrado 

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No Ponteado 

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Orna com 

*Os Gêmeos

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* A Dama do Rio por Jão Pedro

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Dama do Rio, por Jão Pedro

Despois que o Capa Preta levou o Pedro Jão* eu mudei pre’ssas paragens pumordi fugir das coisa esquisita e sem explicamento, teve jeito não.  

Diz que a enamoração começou na Santa Missa, o causo era de rapaizinho enfeitiçado por moça-flor, se for pecado, o Misericordioso que aperdoe.   Òiqueera o cabelo do cacho mais cacheado que tinha no mundo, ajuntado com um zóio preto-de-breu de fazê memo quarqué sujeito-minino se perde de rumo. 

Era uma noite dessas sem lua, que os preto-véio fala que gosta, pumordi de antigamente o escuro acolher bem os preto fugido,  acho  que é bao tamém de avistá as estrela que a lua cheia num deixa vê,  e mió ainda pra acobertá danadice de minino-homi, 

No ideamento de se encoraja, o franzino entornou um gorpe de cangibrina no bar, aprumou as carça e amuntou na canoa, que o Araguaia havia de levar na casa da zóio-de-breu, pumordi pedi a moça em namoramento. 

Nos caminho das águas, diz que brotou no bico da canôa uma luz meio esverdiçada, daquelas que alumia, mai num faz claridão, e se formou um formato de muié. 

Diveiz de se tacar logo no rio e lagar a véia do manto alumiado suzinha na canôa, falaro que o rapaizinho se tremeu tudinho, passou mijanera e peidorrera, mais que o frangote engrossou a voz e expricou: Perdoa a ousadia  Senhora Dona Dama Malassombrada, mai se hoje é meu dia, avisa que num vô nem morto, pumordi que tenho assunto de amor que careço de resorve.

O Gerardo disse que avistô um clarão no meio do rio, o Tonho disse que as água se alevantou, o Índio falô que de ordem da Dama do Rio, as águas na beirinha do Araguaia se vortaro ao contrário e truxeram o mirrado de vorta,  o Zé das Fruta acha que foi um vento soprado, o Zinho disse que viu  o barquinho vorta suzinho de contra o rio, mai ele num vale, pumordi de ser biroio**.

O que nóis sabe  é que  por aquelas horinha de sereno  teve  um  tiroteio, o pai e o tio da zóio -de-breu, mais o capataz, contra uns caçador de onça que invadiro lá as terra dele, teve morto, teve ferido, e teve violeiro que saiu avuando muntado na viola, a zoiuda continua viva e serelepe. 

O que tudo nóis viu, nas úrtema hora da noite, foi a canoa atracada, bem marradinha, cô magrelo roncando e babando drento. 

O mirrado deu a  novidade  que a  Véia Dama do Rio é moça formosa de pele preta e zoio de mel.. 

As carola disse que num passa de inventação, ôtros que a curpa da aparição foi das cangibrina, nóis, beudo de boteco num sabe nada de assombração, achemo que a Moça Dama do Rio sarvou mais um besta,  quijeitoque foi eu num posso  agaranti. 

* faz par com o causo Os Gêmeos 

http://blogdaencardida.blogspot.com/2020/10/os-gemeos.html

** do zóio vesgo, birolho.

não porque eu vi que existe, não é porque eu não vi que não existe





sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Duque


Diz que o Vô do pai escutou um choramingo perto da porteira, na certeza  que era reinação de Saci, pumirdi de ser lua cheia, foi de garrucha em punho fazê os conferimento, e vortou com um fiote de cruz-credo. 

Acomodou o bicho feio perto do fogão, que as brasa de meia vida havia de aquecer o esquisito. 

De manhã teve de acudir a Malhada numa mujidera doida, deu o que ver pra fazer o cachorrinho dente de serrote larga das teta da coitadinha. 
  
Então cumpadi, o Duque foi pegano esse formato meio cachorro, meio lobo, meio cruz-credo. 

O medonho se virou em guardião dessas terrinha, da porteira pra cá, só se ele deixar, bicho peçonhento passa varado daqui, marintensionado não ganha ousadia, até as lumbriga sumiru das barriga dos moleque.

O bichão dorme alí ó,  no pé do fogão, ele inda pula feliz se nóis pita fumo de corda quenemque o Vô pitava.  

Em noite de lua cheia os pelo do Duque fica tudin rupiado e o zóio dele brilha vermeio no terrero, quem viu num vorta pra conta não. 


Making-off 
O causo original é daqueles de beira de pista, ouvi na  Parada do Queijo em Joanópolis - Terra de Lobisomem por excelência.  A Dona Marisa e a Bia noticiaram que um certo cumpadi, em noite de lua cheia, correu da porteira até a cozinha com o cachorrão Duque no seu encalço, porém ao chegar, o cabra deu com cachorro cochilando no pé do fogão e concluiu que escapara de um lobisomem carrancudo, fez sinal de nome do pai três vezes, amém. 

*Não é porque eu vi que existe e não é porque eu não vi que não existe. 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

SERMÃO DE MÃE PRETA

Cheiro doce e sangue amargo,  mais uma  perna preta o Engenho tragou,  inhame, babosa, cravo e canela, o moleque guentou firme a dor da cura, despois, tadinho, amuou. 

A mãe costurou um calção vermeio sangue, e jogou-lhe no peito,  num criei minino-homi pra ser  cuitadinho. A perna que ficou lhe basta, Deus dá duas, justo para o causo de se perder uma. 

Vai zarelhar no pasto, trança as crina dos cavalo, faz  queimá as comida na panela da sinhá. Vá moleque, levante já, tome aqui o pito do vô  pro cê pitá,  vá ter com a mata, treina entrar e sair,  aprende das ervas de bem e de mal,  assusta os besta que se perde nos mato, dá uns trote bem dado  nos marintensionado embrenhado nas picadas, imita os passarinho, os rugido de onça, o sapo rachado.

 Gira livre feito um vento alevantando a poeira do terreiro, pro povo sabe que ocê é o mestre-minino da danadice e da zombação.

Trecho da obra Monteiro Lobato 
Fala logo que perdeu a perna na capoeira, pra  ninguém mangar de tu. Sua senda sempre foi atazaná,  se safa das peneira e das garrafas,  depois de véio engana até a morte, se vira em orelha de pau, aquieta grudadin num tronco, que a mata há de lhe acolher. 

Agora vai danado, vai traquiná. 

Making-off 

O Saci Pererê, só é o Saci, porque a mãe dele é a mãe dele. 

Não é porque eu vi que existe e não é porque eu não vi que não existe

o Seo Lobato, era eugenista de carteirinha, e racista de plantão, ponto muito negativo para ele por isso.

Ilustração edição de luxo 1964- Monteiro Lobato      
 

 

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

O Malvadão e a Loira do Banheiro

Diz que chapado até umas horas o cara levantou cambaleante e entre palavrões e chutes fechou a bosta da torneira do banheiro,  bastou para começar os pingamentos no chuveiro.  Puta que pariu, só fechando o registro. 
Ancorada no batente da porta, a Loira estava curiosa com as pinturas na pele do moço. 
Como você chama? Maria Augusta, e sua graça qual é?  Ricardo André, ao seu dispor, emendou ao doce galanteio, um recatado pedido de licença para vomitar  no vaso. 
Dormiu abraçadinho na privada, e a beldade ectoplasmática evaporou-se. 
O motoqueiro afiou os ouvidos para o pinga-pinga da torneira, mas não carecia,  um cheiro de flor precedia  a chegada da misteriosa.  
A cada aparição, a loiruda permitia mais ousadia rapaz.
Uma noite dessas ele lhe tirou delicadamente os algodões das narinas, antes de beijar os lábios cor de rosa. 
Diz que a do cabelo dourado deixou-se seduzir pelo o motoqueiro malvadão.


Mansão do Visconde de Guaratinguetá 

Making-off 

  Se a Ossuda do Seo Saramago se apaixonou  em As     Intermitências da Morte, a Loira do Banheiro não ficaria  de ficar patráis? 

Pintura - Maria Augusta de oliveira 
Museu Conselheiro Rodrigues Alves 
  A Loira   existiu em carne,     osso e louritude, 
nos idos de 1900. Era a rebelde filha de um Barão do café de Guaratinguetá, que fugiu de um casamento arranjado com um tiozão, e foi curtir a vida adoidado em Paris, de onde só voltou mortinha. 
Não o se sabe o que a teria ceifado, contam que a linda assombração procurava por água, por causa que desidratou de  tempo que demorou para ir para o tumbalo, o que explica o pingar das torneiras. 
Diz a lenda  que ela passou a assombrar o casarão onde vivia a família, e quando o casarão foi virado em escola, ela não se intimidou, e tacou é fogo em tudo.
Ao mistério que é por excelência um mutante insondável,  mesclaram-se outras lendas ... Já ouvi até que a Loira é ruiva. 

Não é porque eu vi que existe, e não é porque eu não vi que não existe. 


FONTES Livro História e Memória da Escola Complementar de Guaratinguetá (1906-1913), de Debora Maria Nogueira Corbage; site G1; blog Fontes Primárias no Vale do Paraíba

domingo, 25 de outubro de 2020

Os gêmeos

 Dois galego vermeio nascido na lua minguante, só pode alma errante. 

 Diz que o menino que saiu primeiro já trouxe o outro puxado pela  mão. Um Jão Pedro, o outro Pedro Jão. Dorme junto, chora junto. Piquiticos demais, vinga não. 

 Em cada ponta do berço dos mirrados, um Cosme, outro  Daminhão, haja canja, reza e manjericão.

Já rapaizinho, Pedro Jão foi desenganado, pumirdi de doença de nó nas tripa, Jão Pedro, amargado na tristeza fez da cachaça sua fortaleza. 

 O pangaré torna Jão Pedro pra casa,  zigue-zague de formiga,  empacou na poeira rasa.

O caboclo beudo*, praguejou, sacudiu  puxou ... de nada adiantou,  caiu e mirou a noite anuviada, viu o vulto do terror. 

Cas costa na terra batida , olhou traveiz pra riba, e achou quem não procurou.

Não localizei o Autor da "foto" 

O Capa-Preta amuntado na mula sem cabeça. 

O SeuCapa-Preta faz o que nessas paragens cheidi  mata-burro que rebenta, mais essa medonha que sorta  fogo pelo zóio e pelas venta? 

Minha senda é vagar misturado cos bicho feio*, espreitar na treva, montar plantão na encruzilhada, assombrar na relva molhada. 

Guardar as janela das moça-flor, que marmanjo não há de pular, brincar cos cachorro brabo, tem muita alma penada pra pastorear.

Fazer recolhe de desalmado, e recoiê um bão moço aqui, outro acolá,  pre’esse serviço de cata-jeca é bão assim, noite sem luar, tempestade rodeano no mato alto relampejano. 

O do além, em formato de moreno pantaneiro ajeitou o chapéu, encarou o galego,  esporou  a macabra e sumiu em rastro de capa que avoua e fumaça assombrada. 

O vermeio não deu conta de acompanhar, quanto mais corria, mais não saia do lugar. 

Largue-di-mão da sofrência, deixa essa dor pra lá,  onde nóis vamu tem pasto bonito, corredeira e pomar, é onde seu pai e seu vô já está. 

Ao cantar do galo, a moça meio velha chorava na porta.  

Diz que antes da tempestade desabar, o desenganado foi visto na garupa do Capa-Preta, ingual rastilho de cometa. 

Não é porque eu vi que existe,  e não é porque eu não vi que não existe. 

 Making-off 

Causo em  prosa rimada da roça, ou rima prosada, vai para Dona Mariusa que sabe maismió dos combinamento de rima. 

* Beudo, termo caipirez para: alcoolizado, chapado e bem louco.  Quem nunca? 

*Bicho feio* sempre tem ... pergunta pro Almir e pro Renato

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

BENDITA SEJA

Bendita seja a previdente alma que plantou pés de manga à beira do acostamento, nessa sombra boa a gente se escondeu do sol marvado. 

 Era caso de pneu traseiro furado,  no norte do Paraná, ou quase,  deixa o anjo da guarda trabalhar, mangalô 3 veiz,  comemos umas mangas. 

O cabra que foi chamar o guincho era a esperança derradeira de alguma hidratação. Quedê a água?   Só tinha copo de plástico para pegar no bebedouro,  colocou a moto no descanso. E porque você não trouxe??? Ara Seja, tenha dó. 

O cartaz "COM SEDE" não logrou êxito, o socorro chegou mas também não tinha água, mas havia  cidade perto, em Andirá tem oficina de moto, e borracharia, pomordi  de desmontar, montar,  remendar e se fartar com toda água do posto de gasolina.

Lá,  paramos as motocas na sombrinha da borracharia, em frente  a oficina  Moto Zão, a turma apresentou as ferramentas e o Zão  sacou a roda traseira, trabalheira danada... 

Eu que não sei tirar roda,  já me acabava em água e suco de laranja, quando ele se achegou, carinha suja de graxa,  jeito meio amuado, cavucando uma chance,  curioso que só. 

Toma suco menino, tá muito calor, ele aceitou. 

Porque vocês não viajam de noite que não é tão quente? Está vendo aqueles quatro tiozinhos ali do outro lado da rua, desmontando a moto branca? Eu viajo com eles, você acha que algum deles enxerga alguma coisa de noite??? O menino riu e fez que não com a cabeça. Esperto. 

Moça, quantos cavalos tem a sua moto? Cavalo eu não sei não, serve cilindrada? Serve.  Tem 1340. E essa?  E essa?  Embreage dura né moça?!

 Da onde vocês tão vindo? Que horas sairu? E tão ino onde? 

Vamos perto de Mauá da Serra. Fez cara  de entendido, mas não era isso que ele queria saber de verdade. 

Vocês num para nunca? Como assim não para nunca? Ué, assim, sempre ino de um lugar no outro e depois no outro... 

Concluí que o curiosinho,  pensava que éramos nômades MadMax e que vivíamos em busca de aventuras, gasolina, e água, (até que não seria ruim). Não sendo boa mentirosa, solapei as ilusões do menino.  

Paramos sim, aquele ali ó, é meu marido,  a gente tem casa, emprego e cachorros, ai que saudades... 

A carinha dele se iluminou.  Transformei algo intangível em um sonho realizável.  Do que você trabalha? De coisa de escritório, e você estuda? Estudo sim senhora, estou no terceiro ano. Eu tenho um cachorro também,  e meu pai trabalha aqui na borracharia eu ajudo ele .... blá... blá ... blá 

A moto ficou pronta, perái gente, vou me despedir do menino... vai logo... ôw... ele foi o cara mais legal com quem eu conversei nessa viagem!!! Nooooosssa acabou com a gente. Tchau Eduardo! Um leve toque de mão feito soquinho selou a amizade. 

Partimos, porém  22 km depois, perto de outra sombrinha, o pneu do Marcelo furou de novo, e a gente sem água outra vez , não teve piada que salvasse, e foram muitas as patifarias de milho e corda para animar o amigo. Ele foi com o guincho, e nós seguimos no batidão carburado. 

A tradição que remonta aos idos de 1903,  reverbera: viagem azeda ninguém esquece. 

A moto foi para uma oficina em Londrina e a gente fez um pitstop lá, a jornada findou alumiada  pela lua cheia, depois de 15 horas na pista.

 O acesso à pousada era uma estradinha cascalhada do capiroto, e eu cansada demais para xilicar total, ralhei  mais que panhead empacadeira, mas cheguei. 

O pessoal do 1º Only Evo Brasil que acompanhou nossa sina pelo whattsap e a equipe do Recanto Pinhão nos receberam com  comida boa e muita prosa.

 A Dani  (da Dani Motos ) e o Cleiton (da Dani), dividiram o chalé com a gente.

O Marcelo e o Alexandre desavisados, acamparam ao lado do galinheiro e acordaram cedo, culpadas essas galinhas d’angola. 

A Dani fez correções pontuais, são cachorrinhos d’angola, eu concordei. 

No sábado me taquei na cachoeira, dormi e comi até morrer, mais gente fez o mesmo. 

 A tarde chegou de mansinho, teve show de Blues, muita lorota,  confraternização, e comilança. 

As evos  mais legais do mundo estavam lá vertendo óleo na grama. Pense uma visão do paraíso, tudo aqueles pisca-alertas ligados e nenhum carburador magoado. 

Teve dentista  violeiro que sacou a viola do sissy bar e esbanjou  moda de viola e outros musicamentos, um causo esquisito de camisola azul na penumbra, e outro de tumba que aresponde, num sei só sei,  que foi assim.  

Eu que sou malvadona, tomei chá de cidreira e só recolhi quando a música acabou.

Diz a lenda que a estradinha cascalhada from hell, causou um leve mal estar em alguns marmanjos, que as minas bikers muito fodas passaram numa boa e ... diz ainda que uma encardida fez feio quando a moto corcoviou, e  hipoteticamente teria comido um pouco de poeira, feito roxo nas canelas e sofrido  de "baixa moto estima" uns 137,5 km, antes de se recuperar do drama.  Ainda especulando, pode ser que o Cangaceiro quando a viu espatifada no chão, teria tombado levemente e que umas franjas de plataforma se fizeram vassoura em terra vermeia. 

Um por imperícia, outro por solidariedade. Iquenhequisabe? 

A pontinha do manete quebrado,  prova material inconteste de que tal evento realmente teria acontecido, até o momento não foi localizada no perímetro. 

Ela talvez jaz nas profundezas do bolso de uma jaqueta. R.I.P. pontinha quebrada, e não se fala mais nisso. 

Tudo coisa que não dá para não lembrar.