quinta-feira, 21 de março de 2019

DORME O JACARÉ

Balança o voal da janela um ventinho cintilante.
Diz que é o sopro da paz de um Deus arejando a face de quem dorme.
Tem uma luz sagrada quinenqui um por do sol pra sempre a lampejar.
A luz fresca de alecrim que banha e revigora quem dorme.
Se achega ao pé da cama o qual tiver de se achegar e quem dorme já sabe onde e porque está.
Sem dor, nem drama, quem dorme vai acordar a fazer piada na hora que se aprontar.
Em cama branca, resplandecente,  do outro lado do acostamento,  dorme o Jacaré.

 Amigo querido e motociclista inveterado

*20/03/1959
+20/03/2019

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Voodu é pra Jacu


A fixação de findar 2017 com um banho de cachoeira rendeu uma uma ida à Serra da Mantiqueira.
Em  Monteiro Lobato, pausa para um cafezinho. 
O jeito mais bonito e gelado de tirar a poeira da estrada foi se tacar sem moto na cachoeira Pedro Davi.
Cachoeira Pedro Davi
O moço da padaria botequenta no centrinho de São Francisco Xavier,  falou mais que o homi-da-cobra, depois do café, cismei com açaí e uma farofa da área que leva amendoim e farinha de milho, e o diabo demorou a vida toda,  rependi.
Partimos sentido pousada, só 6 km do centrinho, da padaria e do maledeto açaí.  Um toró se avizinhava.
Pousada Canto dos Passáros - SFX
- Fica de zóio na 
placa km 14,  cerca coisadinha de bambu ... logo ali... tá, eu ouço vozes. 
Uma puta tempestade fez da simpática estradinha um pesadelo, visibilidade prejudicada, baixa moto-estima, trovões de efeito moral, e uma ventarola das trevas, garrei na moto quinemqui gato.
Ô água gelada, ô chuva sem jeito, faltou o acostamento para  um xilique total-ai-que- delícia, só que não. 
Depois da serrinha (que emergiu de forma insondável no trajeto)  vi a plaquinha km 26. 
Putaqueteopariu, passou varado! Volta !!! Volta!!! 
Taca-lhe outra surra da chuva no alto da  serra. 
Santa Bárbara da Marcha Baixa,  vemninóis km 14, vemninóis km 14,  ounnnn, vencidos os galhos caídos na pista...  açaí lazarento, chegamos.
Sob a égide do toque de recolher do verão na Mantiqueira ( 16:00), tentamos a sorte:
A pé trilhamos até os mirantes no Pouso do Rochedo,  é bonito, porém mais me apetecem  as oito quedas d'água da propriedade,  escolhemos  a Cachoeira de Santa Bárbara para desvuduzar, foi só acomodar a buzanfa no banquinho de pedra e esquecer da vida, porque Vodu é para Jacu.
Já a tentativa de jantar na cidade  rendeu o mico de improvisar  abrigo  no pontinho de ônibus à beira pista  até a chuva acalmar.
No último dia foi banho de rio na pousada.
Após o almoço no centrinho de São Francisco Xavier,  puxamos os afogadores para esquentar as carburadas e #partir.
Lá vem um tiozão, camisa polo do jacarezinho, bermuda, e sapatênis ornando,  turistão,  ai meu saco. 
- Podem desligar essas motocicletassss... (mais mandando que perguntando), vocês estão nosss atrapalhando a ouvir bossa nova, bradou o almofadinha de taça em punho.
- Desculpe, mas se vossa magnificência não tivesse atravessado a rua, não teríamos educadamente tirado os capacetes para lhe ouvir, e  já estaríamos na saída da cidade.
 Amuntamos nas motocas e foda-se Tom Jobim da Mantiqueira, 
enfia no fiofó o violão e o banquinho, que eu vou é andar de moto. 

Making-off 

Na tecla SAP tupi diz que Mantiqueira significa gota d'água, só faltou avisar que cada gota é um balde. OU Serra que Chora, tá, entendi! 
O Santo Francisco Xavier, foi gente de carne e osso, português, milagreiro, canonizado, e poliglota, esteve em missão no exótico Oriente, foi amigo de Inácio de Loyola e cofundador da Ordem dos Jesuítas. Puta cuirrículum. 
Ao que tudo indica veio a emprestar seu nome ao charmoso lugar na Mantiqueira,  diz que tinha o dom de prever o futuro e acalmar tempestades. 
Santa Ignorância Batman... 


https://www.cantodospassarossfx.com/ 

http://pousodorochedo.com.br/cachoeira/

terça-feira, 10 de julho de 2018

Crônicas do MS- Parte II - Achegando



Era só sair da pista dar uma lambida na poeira corada de Dourados que já chegava na sitioca.
O gramado foi virado em uma plantação de traquitanas.... era só tec-tec de motor quente.
Uma turma chegou e promoveu uma visita inusitada ao galinheiro,  diz que fumaceou tudo da cerca pra lá,  teve galo caipira cantando em latim, galinha recatada e do lar que desinibiu total, franguinho plantando bananeira .... e galingalizé sortando a franga, sei de nada não. 
Mais rodamoinho de poeira e o povo foi se achegando,tinha churrasco e cervejada, podia também poluir a piscina, esticar a carcaça e contaminar a grama verdinha.... ou... visitar o galinheiro.... 
O Fidel e a turma de São Gonçalo montaram acampamento, já outra galera passou para tirar a poeira de estrada da goela e seguiu viagem.
Salvou a madrugada o amigo Sertanejo que na gana de justificar os apelidamento, fez umas cantorias de moda de viola raiz e deu um chega-pra-lá no som paulera que rolava nas caixinhas possuídas. 



O galo se aprumou e logo cedinho despertou a marvadeza toda, era dia de seguir viagem. 
Ficou a  Sitioca no retrovisor e o trenzão seguiu fincado para Ponta-Porã,  os marmanjos compraram uns trecos no Paraguai e teve cabra firme no xaveco para com as lindas paraguaias, dignas trabalhadoras do Shopping China - Sem sucesso, chora marvadeza. 
Passamos a noite na fronteira e teve sorvete. 
No caminho para Bonito, segue o trem, o batidão  avisa que estamos na área, ainda que vulcanizados. A grata surpresa veio na Serrinha de Maracaju, em forma de beijo de vento fresco,  o trecho  bordeado de mata nativa generosa,  não economizou na verdeção,   verde encantado, verde lumiado, verde dourado, verde fluido,  verde verdado, verde coiso,  verde bioluminescente,  verde  escuridão,  verde gafanhoto, verde tatuagem desbotada, verde bem verdinho, verde estalado, verde- burro-quando-foge, verde carteado,  verde varejeira ...   cinquenta tons de verde que ornam com os cinquenta tons cristalinos das águas que serpenteiam por lá.  
Sempre lembrar:
 * Do trem imponente que chegou na praça da cidade e do TREM DE DOIS, mais marvado, renegado,  difamado,   filmado, fotografado, e dronado do MS. (vide postagem de 02/10/2017 - Trem de dois)
 * Da Siriaita bonitense vestida de censura ( uma tarja nos peitos e outra no quadril) que foi no meu cangaceiro com o xaveco manjado  Ai que moto linda, meu coração até acelerou   (o meu  também, vaca!) posso tirar uma foto na sua moto??? e já foi logo sentando e depois eu já tratei de desinfetar o banco com "putox".  Haja paz interior... xô piranha....vaza voodu...sai pra lá rapariga. Né Cláudio!
Bom lembrar também:
*Do jantar tropeiro oferecido pelo Seu Peralta
* Do frio filho da puta que fez no dia da festa no Balneário Municipal, e a solidariedade da galera que entrou e poluiu o rio Bonito mesmo assim. 
*Da sofrência que foi voltar no calorão.  
* Do pernoite no "Hotel Cela 16" o mais furreco do oeste paulista, sem ar condicionado e com chiclete ploc grudado na lateral da cama de ferrinho, mas o chuveiro compensava. 
*De como é bom chegar em casa.  

Making off : VX 2017- Puta Viajão. 



quinta-feira, 5 de julho de 2018

VINGANÇA

David Mann 
De manhã, no trem, o dia estava de chuva.
Perdi o banco que vagou para um marmanjo a cara da arrogância, daqueles garotos infláveis bombadinhos dos infernos,  o orgulho da mamãe, camisa Duda-coisa-lina justinha cheia de gueri-gueri , cabelo topetinho no melhor estilo manivela de chupar pau, mochila importada da 25 de Março, a vibe da empáfia.
Atropelou-me o cabra e colocou o rabicó no assento que eu cobiçava. 
Então tá.
Malandramente coloquei minha humilde sombrinha encharcada para pingar no pé do paquitão, armei a maior cara de gato do Shek e desembarquei com o coração repleto de plenitude. 


Inspira e solta o ar.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

DOMINGO É DIA DE NEUSA


Ow,  põe uma melancia no pescoço... carece não chefe, eu tenho uma sirene... é justo por isso mesmo....  cumprimentei o Cumpadi e chamei, ramu lá bicar um cafézes,   já começou a zuação, servi café pro povo que chegou cedo para fazer a festa funcionar... teve cabra que ralhou , caraio Lu sem açúcar...
E me escapuliu um sonoro:  É que eu faço café para HOMENS.... uhhhhhh e o Sorriso magoou, tadinho... desculpa, sei que não pode falar assim com o amigo.   
O Fernandinho além dos famosos brigadeiros da Thaís e da própria,  trouxe também a CG bolinha Marelinha, pense uma maquininha exibida...  que me fez lembrar  de outra moto.
Quidê o André que jurou de pé junto que a gente ia andar na motinho?
E o pessoal foi se acheganho,  Springers bonitas, motos garfudas,   café racer no stile, a sedutora Azulzinha do Trash HD FlatHead 1947(suspiros), traquitanas customizadas, cebezona tinindo e outros trecos classudos.

Várias meninas pilotas também baixaram lá, a Denise tomou um gorpe de coragem e chegou no evento pilotando sua moto, só faltou a camiseta de advertência com estampa piscante:  Cuidado Mina Biker Amaciando. (a minha usei até gastar).    
Um tantinho depois o amigo André na  cumprissão da promessa materializou na festa com a NSU 1939.. vai bocuda, para continuar o Voodu é pra Jacu invocamos o Bretas o Punk e ganhar na mega sena... pelo menos os caras apareceram.

Puts, deu problema na agulha e na coisalada da enfioleta, mas consegui arrumar...
Larguei-di-mão dos brigadeiros,  e passei a orbitar a motinho no melhor estilo mosca de padaria.
Para evitar atropelamentos, micos e outros bichos... minha vez chegou no fim da tarde...
Moto chaveirinho é facinha de andar teu fiofó .... toda velharia faz charme, birra e tem mãnha. Evitar, evitar, evitaaar o mico não deu não... .
O André baixou a portaria de instruções e explicou tudo bem explicadinho... o jeitão do acelerador, o câmbio longo de quatro marchas a óbvia ausência do acessório freio e outras vechiaias.



Amuntei na motinho e agora vai.... puf puf puf.... ela engazopou fez cara de a culpa é sua e morreu .... 
Como é público e notório não sou craque no quick-start...Pergunta lá para os Lobos o que eu fiz na festa deles.
Ligou e vai de vez,  a traquitaninha é forte, e bem divertida de andar, fiz a curva no fim da rua e vorti, fui de novo... tentei acionar o freio dianteiro e uma travinha do manete foi cirurgicamente ejetada.... mais mico.
O amigo se fez de rogado... aconteceu comigo também.... pedi mil desculpas pela patinha de elefante, encharcou um pouco a vela... deixa ela descansar.
Já estava formada a fila de malacabados, zóio brilhando,   para dar a volta olímpica na motinho, foi só sucesso,  na intensão de poupar o freio da maquininha o pessoal acionou o breque pé2  e nenhum cavalete foi derrubado, mas o Chicó roletou a valeta no fim da rua... e justificou: Quem nunca varou um cruzamento sem capacoco numa moto sem freio né?
André, tem que por um nome nela.
Ihhhh, a Lu já tá com apego...
Tem cara de Dorinha....
Não, tem que ser um nome alemão...
Frida.
Frida muito batido, não orna nela.
Nome russo é mais divertido
Para, ela  já é Neusa - NSU - Neusa
Deixa Neusa Skavurszka
E o André terminou de amarrar a NSU na fordinha azul e se foi antes que controverso plebiscito sobre o nome tivesse um fim.



Making-Off:
10º Evento de Springers e Motos Clássicas de Santo André, foi o último de ano e foi 10! 

Skavurzka em  Russo  seria grafado marromenos assim: скавурзка,  mas há controvérsias, diz que palavra é invenção dos publicitários da NET... diz também que é sobrenome de um dos donos da agência que bolou a propaganda, há ainda experts que explicam a mensagem codificada à moda guerra fria:  o prefixo 'ska', que significa "céu", mais o termo 'vurz' que significa "ir em direção", mais o sufixo de negação 'ka'. Assim, "Skavurzka" seria algo como "você não vai para o céu". Aí sim, orna com a Neusa e a turma que andou com ela.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Crônicas do MS - Parte I - O início dos começamentos.

Old Road 
Paramos para uma prévia no bar do Cyro, o Old Road Saloon puta lugar,  com as motocas na sombra da jabuticabeira partimos para  um café no galpão Estação, recheado de móveis antigos e outras velharias sedutoras,  ainda visitamos uma plantação de fusquinhas na oficina de um brother, tudo na Rod. Waldomiro Correa de Camargo km 57,5 em Itu.


Para a posteridade - Old Road 
O amigo Serginho inocentemente ofereceu a casa dele em Boituva como ponto de partida para o MS. Oferta aceita.
A mancha de óleo compareceu em peso e não parava de chegar gente... para poluir a piscina, o quintal, e comer todo o churrasco da face da Terra, a Erica, ama e senhora do leal amigo acomodou a galera em tudo quanto foi canto da casa, a Carla, sua fiel  escudeira também se desdobrou para dar conta da bagunçaiada, mais amigos foram chegando.


Invasão ao Oasis do Serginho 
O Miguel, filho dos anfitriões, que já pilota sua própria motinho queria sair no trem, mas a mamãe não deixa , o papai não quer e a legislação não permite, tadinho.
A amiga Poli que fez uma batatinha-no-moio impossível de parar de comer, dei a dica:
O primeiro passo para parar de comer essa perdição é jogar o palito fora... mas não logrei êxito.
Partiu na manhã seguinte para Bonito um trenzão pancudo, só máquinas do mau na pista, o Finco estreou a Police e o Carranca a Delux Varejeira, o Marcelão foi a bordo da Elvis, meu Claudio foi com a Branca eu com a Bad, o Edy de Dyna, o  Homer, o Serginho, o Cyro e o Will  com suas naves. O Zero2 foi de carro fechando o trem.
Sob um calor vulcânico, com destino a Dourados - MS, sem cair nem morrer, só novecentinhos e pronto.
A minha bike beberrona, programou paradas de 200 km em 200 km, sem combinar com os russos.
Máquinas do mau 
Em  Presidente Prudente a Old deu azia.... porém animada por um espírito de solidariedade, ela ainda rodou até o posto mais próximo... uns testes apavorantes, com a Bad de cobaia (assim meu coração num guenta, fui fazer um xixi amigo e não voltei)  denunciou que bateria jaz no km 500 e alguma coisa da Raposo. RIP Bateria.
Ponte do rio Parana 
O esperamento no posto abrigados do sol do meio dia até que foi providencial, os malacabados  se jogaram  nos bancos e degustaram uma sombrinha.
O Raul de 2 aninhos que viajou de carro com mamys e paps ( Paulinha e Zero2 e o "tio" Sorriso),  curtiu o posto mais que os barbados,  o lugar  mais parecia um Jurassic Park from hell  cheio de bichos gigantes de gosto duvidoso, o pequeno se esbaldou.
Como o povo é tinhoso... os meninos caçaram uma bateria e trocaram, deu certo.
Fronteira do Estado
Vai de uma vez... a partir daí foi rodar, abastecer, rodar, abastecer e tomar o máximo de água que coubesse na carcaça, o obsoleto truque de tacar água na bandana do pescoço para refrigerar o sistema ainda vale, e o cafezinho de beira de pista também ajudou.
Na entrada da ponte do Rio Parana (ô imensidão de água coisa mais linda) paramos para  umas fotAs na placa da divisa ... e depois the last gasolina em território paulista

Ao entardecer, galgamos as estradas Sul-mato-grossenses, maioria pista simples,  eu ainda ia serelepe, as destemidas garupas Karin (da dupla Karin e Finco) e Zuleica (da dupla Zu e Homer) estavam firmonas.... mas que tinha uns marmanjos cansadões isso tinha, já o Raul, o rapazinho mais biker do centro-oeste, ia feliz na sua cadeirinha... e o tio Sorriso a roncar e babar
Zezé e Parana - Nobel em hospitalidade 
Noite a dentro, lá a luz do mundo apaga,  tive um dejavu, vi a placa de Dourados apontar para um lado e meu Capitão puxar para outro... assim chegamos à Sitioca da Zezé e do Paraná (meus cunhados - prêmio Nobel de hospitalidade).
Sitioca - Dourados MS - Área de Lazer do Josias 
Não quero falar não, mas tinha uns marvado que vulcanizaram na pista e acabaram de derreter na Sitioca, pronto falei.
O Carranca colocou um som infernizante (ai meu Deus!), o pessoal se esparramou pela sitioca e confraternizou... até umas horas.
A parte de tentar dormir foi a mais digamos desafiadora, dividimos o quarto com o Cyro, o cabra morre e ressuscita de manhã, jóinha e o amigo Edy que ronca na acelerada e no retrocesso... quando o Edy deu um tempo nos roncamentos, o galo (há um galinheiro no fundo da sitioca) pegou a deixa, e cantou enlouquecidamente já de combinação com os parça da vinzinhança... o Marcelão e o meu Cláudio alegaram que nada ouviram... tá.
De manhã me vinguei vorazmente dos galináceos, comendo ovos caipiras oriundos do galinheiro preparados pelo Cyro, a Zezé trouxe café, pãozinho e chipas,  deu o maior IBOPE.
be continued...
Sobrou para o Edy
Making Off- A Bad deu azia nos 50 primeiros km e ganhou uma colinha no retrovisor... teve mais umas bikes que fizeram uns retoques de última hora em Boituva.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Janaina e Zefaberry

Já faz mais de ano.
Sem GPS, sem capacete,  mas com muita vontade de torrar a limpinha e cheirosa gasolina gringa, amuntamos nas de quem pagar Janaina e Zefaberry.
O plano era facinho, sair de Rapid City (retirada das motos)  e voltar ao hotel em Spearfish,  rododando o máximo nas 24 horas em que as Heritages estivessem sob nosso poder,  percorrendo as divinas estradas que serpenteiam a Black Hills National Forest, (SD), centro-oeste americano, palco de batalhas, massacres, aventuras e bang-bang de verdade,  terra sagrada para os Oglala Sioux,  e para os motociclistas (yes, estou falando de Sturgis e adjacências).
Sturgis que dispensa apresentações foi parada obrigatória para a clássica foto na placa da cidade. 

Dead Wood, foi o segundo  pit-stop, diz que lá o honrado e imatável  “Wild Bill” Hickok,  perdeu a vida, o Sallon Nuttal & Amp Mann No. 10, onde se deu a crocodilagem continua em funcionamento.
Depois aceleramos até Hill City, onde também tem um centrinho histórico bonito,   maria-fumaça que funciona, museus legais, e com sorte alguma banda bem red neck em ação nos botecos, digo, sallons. 
Seguimos até Custer, nome que se deve ao mais famoso matador de índios do Oeste, o General Custer, líder da 7º Cavalaria, o  cabra  tomou um pau homérico do Chefe Touro Sentado e seus Bravos na batalha de Little Big Horn, Montana,  ocasião em que o militar bateu as botas e já foi tarde, amém!  ... mas não vem ao caso.
A partir de Custer o que era uma despretensiosa "volta no quarteirão"  transmutou-se em um role pelas  pradarias do
Wyoming,  tudo culpa de uma placa que estampava um cruel:
NO PAVIMENT - sem tempo para tradução, entramos na parte off road de uma serra linda, era uma reforma que transformou a pista em um terreno hostil. 
Só volto por ali..., só se o Crazy Horse puxar o trem,  na falta da honorável assombração, mantive  recusa em pegar o retorno e seguimos em frente, muito em frente,(vide o mapa), a estrada era a  Hwy 16, iquenhequesabia...
Eu, feliz da vida, feito uma Sioux desgovernada vagando pelas pradarias,   de vez em quando aparecia uma caixa d'agua com nome de  cidade  quinemquidi filme: Newcastle, Osage, Upton, Moorcroft, em uma dessas a menina do posto explicou certinho como chegar a Sundance, lugarzinho familiar, onde uns dias antes visitamos uma loja HD e almoçamos em um restaurante daqueles que ostentam chifrões na parede do balcão de parzinho com a  Winchester, um texano bigodudo me disse algo que graças a Deus não entendi (?!?!?) e ainda conhecemos uma família de Irlandeses, num sei, só sei que foi assim.  
De Sundance não tem segredo, é só pegar a I-90  para o lado certo que chega no hotel.
A teimosia resultou em um role de 296 milhas (cabalístico né!?) em kms foram cerca de 480... de bom tamanho para uma tarde de improviso.  
Na manhã seguinte, com pouco tempo  para rodar, tentamos a sorte na charmosa Lead,  onde jaz minas das quais se conta que saiu muito, muito ouro, cavucaram tanto que tiveram que mudar umas casas da cidade de lugar, pumordique  ia despencar tudo, lá tem também uma moça que dirige um caminhãozinho e vai a regar floreiras suspensas e  jardins que colorem a cidade,  quero o emprego dela! 
Paramos em um restaurante bonitinho onde tomamos o café da manhã.
No momento de entregar as motos foi a maior dor no coração, tive que desapegar,  expliquei para o moço que elas tem nome, Janaina e Zefaberry.... ele repetiu com sotaque os nomes das motos, riu e me chamou de doida, (essa parte eu entendi)  e as deixamos lá .... que dó. 
Na próxima que os bons ventos nos levem, de moto, ao Memorial Crazy Horse, Monte Rushmore, Devil Tower e Bad Lands.... que de carro não teve o mesmo gostinho.