quinta-feira, 22 de abril de 2010

Luz do medo

Um pensamento torturante invadiu sua mente : E se lá não tiver abajur, durmo de luz acesa?
Em Monte Verde, já de posse da chave, era chegada a hora do enfim sós.

Gordinho scaneou o chalé a procura de uma luz do medo, achou-as generozamente distribuídas à esquerda e à direita da cabeceira da cama, com reguladorzinho de intensidade e tudo.
Concluiu que a diária foi bem paga.

A noiva não quis luz nenhuma, já ele deixou sua luz do medo "no talo"
-Vai saber que tipo de assombração perambula nesse meio de mato.

Tentando dormir Gordinho sentia-se estranhamente quente, arrancou as meias, o pijama que ganhou da madrinha, em cuecas, sentia-se quente.
Virou para um lado, outro , fritava feito panqueca. Enquanto sua companheira dormia o sono dos justos.
-Amor está calor?
- Não, tá frio pra cassete ... dorme aí.

Assaltou o frigobar - Três vez, três  geladinhas, nenhum alívio duradouro.

Suando em bicas Gordinho toma outro banho morno quase frio, deita novamente e vai-se a noite em um eterno fritar.
Em agonia vulcânica, achou que ia bater as botas, estaria na menopausa? Abriram-se as portas do inferno?

Pela manhã após outro banho morno quase frio, sentou a bunda morna e sentiu que o colchão ainda estava quente.
-Mas que raios ???

Fez uma descoberta aterradora: a "luz do medo" era parte do mecanismo do aquecedor, cada um podia controlar o aquecimento do seu lado do colchão, quanto mais claridade na lâmpada, mais calor no colchão.

☼☼☼

Gordinho, é marmanjo barbado e tem medo de escuro.
Um dia sem maiores churumelas confessou à noiva seu medo pueril.
Ela nem-te-ligo-farinha-de-trigo, ama-o no claro ou escuro ou com luz do medo.

sábado, 3 de abril de 2010

Tática Poltergeist

Há anos tento falar com ele. Uma vez o abraçei-o no quintal, na outra passeamos em um conversível vermelho Para este 10 de abril, espero uma ligação naquele telefone de brinquedo, feito a menininha do Poltergeist. O telefone é de R$ 1,99  mas aceita ligação à cobrar ♪♪♪ Making-off Espero a chamada do Sr. Joãozinho - Aquele do mini♥conto "O Conserta-tudo" (publicado aqui em novembro de 2008)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Lição

No Final da década de 80, depois de um mergulho no rio, houve quem achasse que tudo acabou.

A superação foi aos poucos, mas de forma consistente.

Surpresa boa, teimosia e determinação.

Já se arriscou de paraglider, ultraleve, e um rosário interminável de esportes radicais, esteve em Brasília a trabalho, não para nunca .

A cadeira, hoje companheira de muitas viagens ajuda a garantir a locomoção e a independência.

Eleito pelo segunda vez, e ainda arruma tempo para namorar moça bonita

♪♪♪
Making-off

Vida longa ao vereador L. T.
Nas suas palavras "viver e não um problema a resolver."
Vencedor - um mini-conto não dá nem para começar...

Em tempo: Data corrigida após manifestação do protagonista ( o ocorrido se deu 1989)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Cuidado "Mina Biker Amaciando"

Com quase dez anos, este "causo"  de nafitalina devia começar com "Era uma vez",
Ambas com a mesma idéia fixa: dar um pé na garupa e assumir o guidão.
Adquiridas as motos, que sendo da mesma cor, ano e modelo o que lhes rendeu umas confusões e boas risadas.

Como precaução, mandaram fazer 2 camisetinhas com os dizeres: CUIDADO MINA BIKER AMACIANDO, exibiram as camisetas e as motos por toda Vila Olímpia sem falar do velho encontro semanal do Pacaembu.

Um sábado de solzinho após filar um café da manhã, se foram as duas desgovernadas aprender a fazer curva na estradinha de Serra Negra.

Lágrimas na venda das viraguinhos

♥♥♥

Making-off

Na gaveta ainda guardam as ditas camisetas desbotatas e umas lembranças divertidas

Agradecimento ao amigo Reinaldo que fez pesquisa arqueológica em seus arquivos e achou a foto

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia dos Vivos

Não vou ao cemitério em visita ao pessoal que bateu as botas.
Não é por falta de quem lembrar no Dia dos Mortos.
Saudades encardidas estão sobrando
Ser defunto no México é  que é bom - festa, comilanças, tequila, música e caveiras coloridas...

Making-off

Aproveito para interargir novamente com o Amigo Severo

http://www.rsevero.com/think/?p=7#comments

Abotoar o paléto de madeira (para o alfaiate)
Virar estrelinha (para pilotos e astronautas)
Comer capim pela raiz (para chefe de cozinha)
Bater as botas (para vaqueiros)
Dobrar o cabo da boa esperança (para marinheiros)
Está no bico do corvo (não sei pra quem)
Ir pro céu , ou hell (para quem merece)
Desencarnar (para açouqueiro?)
Falecer (para educados e finos)
Morreu (para quem não conhecemos)
Se foi (para os viajantes)
Fechou os olhos (para dorminhoco)
Não está mais entre nós (para fugitvos)
Fazer a passagem (para cobrador)
Foi para o outro lado do acostamento (para motociclistas)



domingo, 18 de outubro de 2009

Como comprar um terreno

Uma festança corria solta lá em Minas Gerais

As motos emparelhadas ornavam o gramadão e a fogueira iluminava o terreiro

A Sportster de guidão alto e flames no tanque foi ligada por um ser que mau parava de pé devido, talvez, à umas pinguinhas mineiras.

O dito ser sobe na moto fazendo panca, arranca em uma curva glamurosa, escorrega no orvalho e ... CHÃO.

Puta que pariu Oc, o cara caiu com a sua moto!

Making-Off

Fica aqui mais ou menos prevervada a identidade do "ser que mau parava de pé" mesmo porque ele é advogado.

A moto é a Sportster do Oc que foi emprestada para o dito "ser que mau..."
Ambos - moto e ser - saíram ilesos ou quase do ocorrido.

domingo, 27 de setembro de 2009

Ditos Impopulares I

Para os famintos: Guacamole e rapadura tanto bate até que fura

Para os agricultores : Quem semeia ventos não precisa de financiamento do governo

Para soldado corno : A farda do vizinho é sempre mais verde

Para veterinários: Cão que ladra não é mudo

Para os impacientes: Quem espera sempre fica com raiva

Para as necessitadas: Pau que nasce torto também serve

♥♥♥
Making-off
Na falta de inspiração ficam os " Ditos impopulares I" que já estavam prontos